Sespa amplia ações de enfrentamento à sífilis e à transmissão vertical no Pará

Ações da Sespa no combate à sífilis

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) tem intensificado suas ações de enfrentamento à sífilis e à transmissão vertical da doença no Pará. Um dos principais focos é a criação de Grupos de Trabalho (GTs) em diversos municípios, que realizam a investigação da transmissão vertical da sífilis. Desde a implementação das diretrizes pela Resolução da Comissão Intergestores Bipartite em dezembro de 2022, a estrutura conta atualmente com 96 grupos de trabalho atuando em 144 municípios, realizando análise de casos e capacitação das equipes locais.

Esses grupos são responsáveis pelo monitoramento da assistência, identificação de fragilidades no sistema e pela qualificação dos registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A Sespa também realiza monitoramento presencial dos serviços da linha de cuidado, identificando as necessidades locais e orientando as equipes conforme as diretrizes estabelecidas para fortalecer a assistência e a vigilância da saúde.

Grupos de trabalho e suas funções

A criação dos Grupos de Trabalho tem se mostrado fundamental no enfrentamento à sífilis. Esses GTs atuam não apenas na investigação dos casos, mas também na capacitação e qualificação das práticas de saúde nos municípios. Eles promovem oficinas de manejo clínico e laboratorial, com conteúdos disponíveis em canais de fácil acesso, como o YouTube, para que os profissionais da saúde possam aprimorar seus conhecimentos.

enfrentamento à sífilis

As ações dos GTs também buscam reconhecer boas práticas, como demonstrado pelo avanço do município de Castanhal, que recebeu o Selo de Boas Práticas Bronze em 2023 e já conquistou o Selo Prata em 2025, resultado de melhorias nos processos assistenciais. Outros municípios, como Abaetetuba, estão em processo de solicitação do mesmo reconhecimento, refletindo a importância das ações de enfrentamento à sífilis no estado.



Reconhecimento e certificação de práticas

O reconhecimento de iniciativas efetivas no enfrentamento à sífilis também é uma meta da Sespa. Os resultados positivos, como os obtidos por Castanhal, evidenciam que a boa organização da rede de atendimento pode levar à eliminação da sífilis congênita. O avanço para o Selo Prata, a certificação que atesta o compromisso com práticas de qualidade no atendimento, ocorre em momentos em que os municípios atingem as metas estipuladas e passam por avaliações rigorosas.

Os avanços de Castanhal e o pleito de Abaetetuba para o Selo Prata são exemplos de como a articulação entre os diversos níveis do sistema de saúde pode contribuir para um enfrentamento mais efetivo da sífilis, ilustrando a relevância da colaboração entre as equipes de saúde e as esferas governamentais no combate à doença.

Acesso ao tratamento e programas de prevenção

A Secretaria também se destaca na questão do acesso ao tratamento, com a publicação da Nota Técnica Conjunta que estabelece um fluxo claro de atendimento para pessoas com sífilis e gestantes, garantindo que estas tenham acesso a medicamentos adequados, principalmente em locais onde não há assistência farmacêutica direta. Esta abordagem visa a evitar atrasos no início do tratamento, que é crucial para prevenir a transmissão vertical da sífilis.

Dentro do contexto mais amplo de prevenção, a Sespa orienta a população sobre a importância do uso de preservativos e da testagem regular, especialmente entre pessoas sexualmente ativas, como forma de diagnóstico precoce da infecção. Para gestantes, é fundamental iniciar o pré-natal o quanto antes e realizar testes de sífilis em cada trimestre da gravidez, seguindo os protocolos de saúde para garantir a saúde materna e fetal.

Além disso, as gestantes que forem diagnosticadas com a infecção devem seguir rigorosamente o tratamento recomendado e garantir que suas parcerias sexuais também sejam avaliadas e tratadas, criando um entorno de cuidado que pode reduzir significativamente a incidência da sífilis congênita.



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